
Em nota, o meteorologista Alexandre Nascimento destaca que alguns volumes foram detectados em diversas regiões do Brasil. No entanto, de um modo geral, o solo continua muito seco, o que não favorece o plantio das lavouras. “A chuva vai demorar um pouco para chegar e o plantio pode ser prejudicado no Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e nas regiões Norte e Nordeste. Já Mato Grosso do Sul, São Paulo e o sul do Brasil continuam sujeitos à chuvas mais regulares”, explica. as it is.
Nascimento lembra que, na safra 2015/2016, a ocorrência do fenômeno El Niño trouxe fortes perdas na produção brasileira de grãos. Para este ano, a expectativa é de ocorrência do La Niña, trazendo outros pontos de atenção para os agricultores.
“Pode interferir atrasando a chuva regular no início do plantio e trazendo chuva acima da média em março. Podemos, ainda, ter um prolongamento das precipitações no final do período úmido, o que deve influenciar negativamente a colheita”, diz ele.
Dos três principais estados produtores de soja do Brasil, o Paraná é o único que não será tão afetado. “A região pode ter clima mais favorável, inclusive em relação à temporada passada, quando teve muita chuva”, analisa o meteorologista.